Cristo como centro da gravitação celeste
Meditations on the Tarot: A Journey into Christian Hermeticism
O ser humano participa destes dois campos gravitacionais, como tinha em mente o apóstolo Paulo quando ele disse:
Efetivamente, a carne tem desejos contrários ao espírito, e o espírito desejos contrários à carne: estas coisas (a carne e o espírito) são contrárias entre si, para que não façais tudo aquilo que quereis. (Gálatas V, 17)
Esses “desejos contrários” são tendências através das quais os dois campos gravitacionais se manifestam. O homem que vive sob a gravitação “deste mundo” em detrimento da gravitação do “céu” é o “homem carnal”; aquele que vive em equilíbrio entre os dois campos gravitacionais é o “homem psíquico”; e, por último, aquele que vive sob o jugo da gravitação do “céu” é o “homem espiritual”.
É este último que constitui o sujeito do décimo segundo Arcano do Tarot, pois é um homem de cabeça para baixo que a décima segunda carta representa. O Enforcado representa a condição daquele em cuja vida a gravitação vinda do alto substitui a de baixo.
Agora, as palavras “Eu sou; não temais”, ditas por aquele caminhando sobre as águas, equivalem à afirmação: “Eu sou a gravitação, e aquele que a mim se apega jamais afundará ou será tragado”.
“Eu sou; não temais” é, portanto, a mensagem do centro, ou Mestre, da gravitação celeste, demonstrada pela ação de amparo em relação a Pedro, que foi salvo de afundar. Assim, há um outro campo de gravitação além do da morte, e aquele que se une a ele pode caminhar sobre as águas, i.e., transcender o elemento agitado "deste mundo", o campo gravitacional elétrico da serpente.
EGO SUM; nolite timere — quer dizer, portanto: Eu sou a gravitação; assim como o sol no mundo visível se sustenta e atrai os planetas, assim Eu sou o verdadeiro sol do mundo invisível, que se sustenta e atrai e ampara os outros seres. “Não temais, pois EU SOU.”
Fonte
Anônimo
Meditations on the Tarot: A Journey into Christian Hermeticism
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